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A arte da calçada portuguesa no Macau longínquo, pela objectiva de Ernesto Matos

2012-05-09 12:46:57

Hall da Biblioteca Municipal de Sesimbra
26Mai a 03Jun

"Entro assim no Delta do Rio das Pérolas, serpenteando por uma neblina morna, entre uma imensidão de ilhas, de praias, de gentes, de especiarias, de cores, de incensos, de sonoridades, de bambus e de calçadas descalças que ilustram o chão como o fogo-de-artifício e os panchões enfeitam as noites de céu azul-cobalto… e resplandecente de exotismo onde dançam os meus dragões enfurecidos de felicidade alternando danças com a lebre, o porco, o macaco, a serpente, o cavalo, o tigre, o rato, o galo, o búfalo, o cão e a cabra, e as caravelas, os caranguejos, as ondas do Largo do Senado...

Com a aproximação da passagem do Território de Macau para a República Popular da China, Portugal, iniciou nos seus últimos anos de administração, um processo de restauração arquitetónica e paisagística. Elementos que se identificam visual e culturalmente com algumas das principais tradições portuguesas. Embora a união de culturas permanecesse ao longo de todo o tempo da presença portuguesa, os lusos edificaram com um traço muito próprio de uma nacionalidade distante, saliente nas igrejas e numa arquitetura de traça colonial." (…)

Ernesto Matos, do livro Calçada Portuguesa de Macau, Sessenta e Nove Manuscritos

Nascido em Lisboa, Ernesto Matos é licenciado em Design de Comunicação e formado em fotojornalismo pelo CENJOR, aborda hoje a fotografia com a perspetiva de encarar a realidade da existência humana, essa máquina capaz de assimilar sentimentos através da energia flutuante que o cosmo liberta a cada pulsar do tempo, a mesma que as máquinas fotográficas registam nos seus mecanismos mecânicos e que os nossos processos eletromagnéticos salvaguardam na persistência racional. Autor de vários livros de vertente fotográfica, alguns abordando culturalmente a calçada portuguesa bem como a sua poética da imagem na sua essência humana. Além de alguns locais do mundo passou também por Macau no que resultou, além da assimilação de vários conceitos estéticos, num livro sobre os pavimentos de tradição portuguesa aplicados naquele território asiático.

"Cabo Espichel - Misticismo do Lugar" em Setúbal durante o Finisterra

2012-04-29 19:17:03

Cabo Espichel... Onde os infinitos se encontram numa escala sem dimensões... Local onde o misticismo do passado se confunde com o presente. É este misticismo que procurei captar, a cada passo, a cada gaivota que passava voando, a cada pedra que caía eternamente no abismo sobre o mar, em cada camada de rocha com séculos de história... A minha paixão pela fotografia começou aqui, nas rochas moldadas pelo tempo na Praia dos Lagosteiros, e que brilhavam, salpicadas, sob o último rasgo da luz dia... Foi aqui, naquele dia, que senti o misticismo que emana deste local e que a si, espero, o consiga transmitir.

Mariano Silva

Mariano Silva, nasceu a 5 de Abril de 1976 na cidade raiana de Elvas e viveu a sua feliz infância na fronteira do Caia. Aos 15 anos foi viver para Sousel e concluiu os estudos do ensino secundário na Escola Rainha Santa Isabel em Estremoz. Em 1994 ingressa no curso superior de Engenharia Civil na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, licenciatura que concluiu no ano de 2001

O interesse pela fotografia esteve sempre presente embora apenas se tenha tornado uma verdadeira paixão em Dezembro de 2007 aquando da compra da sua primeira reflex digital. Ávido de aprender, através dos ensinamentos de amigos e de muita pesquisa, e de mostrar a evolução da sua aprendizagem, em Janeiro de 2008 cria, na qualidade de fotógrafo amador, o seu blog pessoal www.oitopontodezoito.blogspot.com onde apresenta, até aos dias de hoje, a sua perspectiva de ver o mundo.

O Cabo Espichel, pela sua grandeza patrimonial, cultural e espiritual, é, desde os seus primeiros dias como fotógrafo amador, um dos seus locais predilectos para alimentar a paixão pela fotografia.

João Taborda traz a China até ao Finisterra

2012-04-21 21:12:12

È dificil falar de um país tão grande, como a China em curtas linhas. A China tem aproximadamente 1,3 bilião de habitantes, ou seja um sétimo da população da Terra.È um País enorme, onde para nos deslocarmos nalguns locais, demoramos por exemplo 3h30m de avião,ou seja o tempo necessário para atravessar grande parte da Europa.

Tem 22 provincias,tem 56 etnias, todas elas extremamente curiosas desde os seus trajes aos seus hábitos, tudo isto reunido num mundo exótico e que nos continua a oferecer tanta curiosidade e magia.
Para nós Portugueses o Oriente despertou sempre uma enorme atração.Foram os Portugueses, que navegando no extremo da Ásia chegaram á China em 1513.

Falar da China é falar de Tecnologia, do Trabalho, quer urbano quer no campo, é falar dos lindos arrozais, ou das plantações de chá.
A titulo de curiosidade, lembrar que o tão apreciado hábito do chá, foi levado para Inglaterra, pelos Portugueses. Foi a Princesa D.Catarina de Bragança, filha do rei D.Joao IV, casada com o rei Carlos II de Inglaterra, a "responsável".Do seu dote faziam parte muitas riquezas, que levou consigo para Inglaterra. Entre elas estavam umas pequenas folhas que os Ingleses adoraram; o Chá.

É pois a Rainha Catarina que faz aparecer uma, senão a mais importante das tradições-O Chá das cinco.

Deixo-vos algumas imagens realizadas numa curta estadia na China, que são sómente a introdução, dum livro que espero continuar a folhear.

"O Cabo Espichel Escondido" por Rui Francisco em Palmela

2012-04-20 12:29:32

A cadeia montanhosa da Arrábida constitui uma unidade natural bem marcada, correspondente aos afloramentos calcários da parte meridional da Península de Setúbal, estendendo-se por cerca de 30 km desde o Cabo Espichel até Setúbal, na direcção ENE-WSW. É limitada a norte pelo sinclinal da lagoa de Albufeira, a leste pela falha de Setúbal-Pinhal Novo e a sul pela falha da Arrábida; para oeste do Cabo, a cadeia da Arrábida prolonga-se na plataforma continental por cerca de 5 km.

No seu extremo oeste situa-se uma plataforma de abrasão marinha que se estende desde o Cabo Espichel, com cotas de 150 m, até às proximidades de Sesimbra, atingindo a altitude de 200-220m. A estrutura geológica, bem como as formações que compõem o Cabo Espichel são descritas na Folha 38B – Setúbal, da Carta geológica de Portugal à escala 1/50000 - como formações de Calcários, margas e grés de Espichel, datadas do Kimredgiano-Titoniano (150 MA, aproximadamente).

Desenvolveram-se um conjunto de actividades de exploração e topografia nas cavidades aí existentes, extrapolando posteriormente esses resultados que resultaram no balizamento de uma nova área de prospecções e exploração.
Em Setembro de 2007 descobre-se um novo mundo oculto e de rara beleza, ampliando o conhecimento sobre o património natural desta parte da Cadeia da Arrábida, em particular do Cabo Espichel. A nova gruta foi então baptizada de Gruta do Meio por se encontrar entre a Garganta do Cabo e a Grande Falha, grutas já então conhecidas.

A Gruta do Meio apresenta diversas características invulgares em comparação com outras grutas desta zona. As dimensões são consideráveis: 430 m de galerias, um volume de 2520 m3 topografados e um desnível total de 82 m - estes números atestam-na como a segunda maior gruta de toda a Arrábida a seguir à Gruta do Frade. A Gruta é composta e ligada entre si por uma série de salas e passagens estreitas, na maior parte sobrepostas, sendo algumas fortemente concrecionadas. Em várias zonas da caverna são facilmente identificados alguns “tubos de pressão”. Encontramos quatro grandes tipos de sedimentos; blocos rochosos, concreções, areias de alteração e areias de praia. Todos estes processos intervieram na sua génese, tornando a sua análise complexa e de difícil distinção.

O facto de haver depósitos de areia compatíveis com areia marinha, a mais de 80m do nível actual do mar, comprova que estariam relacionados com antigas posições do nível do mar - paleo-níveis do mar. Os abatimentos terão tido um papel essencial na definição da morfologia actual da gruta, sendo que a ligação entre as várias salas poderá ter ocorrido em vários episódios separados à medida que o nível do mar descia.

O Cabo espichel deve ser compreendido como património de todos. Assim, esperamos que este contributo auxilie a melhor compreensão da História geológica do Cabo Espichel e que sirva para incrementar a responsabilidade de guardar este legado às gerações vindouras.

André Semblano expõe no Finisterra

2012-04-15 12:18:57

  • Três Aiolas de Sesimbra
  • Sombras do Cabo
  • Menina dos Jarros
  • Gaivotas de Sesimbra
  • Castelo de Sesimbra
  • Hospedaria

André Semblano nasceu em Lisboa em 1968. Começou a pintar aos 17 anos de idade, expôs pela primeira vez em 1990. Desde aí conta já com cerca de 100 exposições colectivas e individuais, no país e estrangeiro. Pintor de raíz figurativa, enquadrado no panorama da Pintura da Arte Contemporânea, vai da Aguarela ao Azulejo, passando pela Cerâmica. Obteve várias Menções Honrosas, destacando o 1º Prémio no concurso de Tronos de Stº António da AARL em 1993. Tem Carta de Artesão e o seu Atelier é uma Unidade Produtiva Artesanal Reconhecida, com Selo de Qualidade e é membro das Rotas de Cerâmica.

A Índia pela objectiva de Joel Santos

2012-03-30 22:14:48

Joel Santos nasceu em 1978, sendo licenciado e mestre em Economia. A paixão pela fotografia desperta em 2003, com génese na macrofotografia a água e na fotografia de paisagem natural. Em 2004 ruma a Timor-Leste como docente da Universidade de Economia – uma experiência de três anos que impulsionaria a sua apetência pelo retrato espontâneo e pela reportagem de vida quotidiana.
Em 2005 inicia a sua ligação ao mundo editorial, através da revista FotoDigital, sendo que, em 2007, após o seu regresso a Portugal, assume, durante três anos, a direcção da revista O mundo da Fotografia Digital. Em 2009, durante praticamente um ano, acumula o cargo anterior com o de coordenação editorial de todas as publicações de tecnologia da editora Goody. Desde 2010 é colunista regular da revista Visão Vida & Viagens e, ocasionalmente, da revista Visão, publicando crónicas e fotografias. Nos últimos oito anos, entre publicações nacionais e estrangeiras, editou centenas de artigos e imagens, protagonizando mais de três dezenas de capas e artigos centrais.

Em 2007 escreve o livro "Fotografia Digital com Adobe Photoshop Lightroom", em 2010 o livro best-seller "Fotografia - Luz, Exposição, Composição e Equipamento" e em 2011 o livro “India – A Cor do Contraste / The Color of Contrast”, todos eles publicados pela editora Centro Atlântico.

As suas fotografias foram distinguidas com alguns dos mais prestigiados galardões nacionais e internacionais de fotografia, onde se incluem o primeiro prémio (2006) e a menção honrosa (2007) na categoria de Natureza do Prémio Fotojornalismo Visão/BES, os prémios Wild Places (Natureza/Cor, 2007), FIAP Silver Medal (Natureza/Cor, 2009) e Melhor Português (Natureza/Cor, 2009) no Salão Internacional de Arte Fotográfica do Algarve (Racal Clube). Participou em múltiplas exposições em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em Timor-Leste (Instituto Camões e Fundação Oriente) e na Polónia (III Foto Art Festival).

Os seus trabalhos podem ser vistos em www.joelsantos.net e em www.facebook.com/Joel.Santos.Photography

Um outro olhar numa "Vertigem Azul" de Carlos Sargedas

2012-03-30 18:42:14

  • Lagoa de Albufeira
  • Lagoa de Albufeira, Ribeira de Aiana
  • Lagoa de Albufeira, Várzea da Apostiça
  • Cabo Espichel, Igreja de Nossa Senhora do Cabo
  • Cabo Espichel
  • Cabo Espichel, Farol
  • Cabo Espichel
  • Castelo de Sesimbra
  • Praia da Baleeira
  • Embarcação de pesca
  • Gaivotas sobre o mar
  • Sesimbra, Praia do Ouro
  • Arrábida
  • Arrábida, Ponta dos Lagosteiros
  • Convento da Arrábida
  • Arrábida, Pedra da Anixa
  • Reserva Natural do Estuário do Sado, Pontal das Garças
  • Reserva Natural do Estuário do Sado, Sapal da Carrasqueira
  • Reserva Natural do Estuário do Sado, Sapal da Carrasqueira

Vertigem Azul é uma exposição composta por 19 imagens publicadas do livro homónimo, da autoria de Carlos Sargedas, que retrata, através da fotografia aérea, a orla marítima entre os estuários do Tejo e Sado. Numa viagem pelos céus de Sesimbra, e não só, convidamo-lo a apreciar a vista deslumbrante sobre o património histórico e natural da nossa região e ao mesmo tempo a conhecer uma parte desta obra do fotógrafo sesimbrense. A luminosidade e transparência do mar, a imponência das escarpas, a densidade da vegetação e a beleza dos monumentos, vistas de uma perspectiva diferente que vale a pena conhecer. Boa viagem!

Como numa paleta se tornasse, a Costa Azul, ao longo do ano, passa por uma metamorfose de cores que nos faz sentir numa galeria de arte, onde a natureza se diverte a pintar algumas das mais belas telas que já vi. A paisagem castanha, vai mudando para verde, amarelo ou vermelho, numa moldura de céu azul, serra e mar, num verde esmeralda, qual pedra preciosa extraída da Serra da Arrábida.
Este pequeno ponto do nosso globo é certamente único em muitos dos seus momento, momentos esses que quis registar através da minha objectiva e guardá-los para sempre... também... para Si!

Carlos Sargedas

João Pedro Marnoto traz “Fé nos Burros” ao Finisterra

2012-03-19 18:12:03

  • Arnaldo José
  • Manuel Videira e Diamantina Carriço

João Pedro Marnoto, nascido em 1975 na cidade do Porto/Portugal, mostrou desde cedo uma paixão pela fotografia, tendo realizado o seu primeiro curso com a idade de 14 anos. Conclui a formação académica na área de fotografia no Reino Unido em meados dos anos 90. Na sua fase inicial como profissional, recebe em 2001 uma bolsa do Centro Português de Fotografia para desenvolver um projeto de índole pessoal, uma instalação de fotografia & vídeo intitulada "Piedade vs Caridade - observação e reflexão". Gradualmente voltou-se cada vez mais para o documentário, com seu primeiro livro "As Fragas, a Gente e a Memória" lançado em 2007 sobre o património cultural e social de Alijó no coração do vale do Douro.

Em 2011 concluiu o projeto “Fé nos Burros”, projeto de fotografia e vídeo onde visa realçar a cumplicidade da relação homem-animal, com particular relevância para os burros, burras, mulas e machos no Nordeste de Portugal, concluindo com a edição de Livro+DVD e uma exposição ao ar livre (www.fenosburros.com).

Se num primeiro olhar a maior parte das imagens afigurarem um passado em desaparecimento demasiado evidente e inquestionável da relação do homem com o animal e a terra, num segundo olhar mais atento constata­mos que um sinal de esperança surge em tons de amarelo numa figura jovem acompanhada do seu Burro.

Numa adaptação aos nossos tempos, representa novas vertentes e práticas no uso deste animal através de passeios inseridos num turismo rural e sustentável, num concelho tão propício a tais atividades.
Assim sendo, o que se pretende enaltecer é essa mesma relação entre o Homem e o Burro, sabendo que en­quanto se perpetuar essa cumplicidade, haverá sempre esperança na sobrevivência da espécie que desde sempre fez parte da nossa história e memória colectiva. E que deste modo queremos continuar a preservar e a celebrar.

Vitor Cordeiro expõe no finisterra

2012-01-31 16:02:14

  • Kun Iam T'ong | Jan1998
  • Kun Iam T'ong | Fev1998
  • Kun Iam T'ong | Fev1999
  • Kun Iam T'ong | Fev1999
  • Kun Iam T'ong | Fev1999
  • Kun Iam T'ong | Fev1998
  • Kun Iam T'ong | Jan1992
  • A Ma | Jan1997
  • Kun Iam T'ong | Jan1998

Vítor Cordeiro nasceu no Cadaval em 1953 e cedo revelou interesse pela fotografia. Aos oito anos de idade recebe dos tios a sua primeira máquina fotográfica e em 1977 adquire uma máquina "reflex", que utiliza com frequência. Em 1983 parte para Macau onde exerce a sua actividade profissional na Companhia de Electricidade de Macau. Sendo a Ásia uma área de interacção de diferentes culturas proporcionou-lhe um vasto e diversificado registo de imagens, levando-o a desenvolver ainda mais o gosto pela fotografia.

O tema escolhido: "Cultos, Templos, Ou Mun", surgiu naturalmente, por ter um vasto leque de material disponível e também pelo gosto de partilhar imagens que registam momentos de vivência de espiritualidade de outras culturas, neste caso durante o Ano Novo Lunar em Macau (Ou Mun), nos templos de A Ma e Kun Iam T'ong.

As imagens foram registadas entre 1992 e 1999, em película preto e branco, nos formatos 135 mm e 6x6 cm e ampliadas para as dimensões 30x40 cm e 30x30 cm, respectivamente.

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